Nem tudo é delicado como as pétalas de uma rosa e nem tudo é dolorido como seus espinhos!!
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Para Renato...
Em 11 de outubro faz dezesseis anos que você deixou este mundo.Não conheço muita coisa sobre você caro Renato, mas uma coisa é certa: você foi e ainda é um artista inspirador. Queria conseguir expressar em palavras, como você fez, os sentimentos mais profundos da alma humana. Sim, esses sentimentos inexplicáveis que só você conseguiu colocar em palavras. Muitas das letras que você compôs tocam a alma de quem escuta, na verdade não é questão de escutar, mas uma questão de ler. Sim ler. Muitas pessoas não curtem muito as músicas, mas quando param e fazem uma leitura das letras, conseguem ver a beleza das suas composições. Ultimamente, tenho ouvido muita música sua, cada palavra parece que foi escrita pensando em mim. Sei que não foi, mas, sabe, é tão bom quando a gente ouve uma música que traduz, exatamente, o que estamos sentindo. Eu era muito criança quando você se foi, na verdade meu tio era e ainda é um grande fã seu, acho que foi com ele que aprendi a gostar de suas músicas. Mas foi na minha adolescência que, de fato, pude sentir a riqueza de suas composições. Pude sentir na alma a beleza de ser compreendida. Na vida passamos por altos e baixos e para cada momento desta longa caminhada uma música. Sim, uma música para nos fazer recordar. Queria dizer muito obrigada por ter existido, por ter expresso em palavras os sentimentos mais profundos e inexplicáveis da alma humana, por de forma direto ou indireta fazer críticas a sociedade.
É uma pena você ter ido embora Cedo Demais. É uma pena o mundo ter perdido um Grande Poeta como você...
Ler ao som de Cedo Demais
sábado, 15 de setembro de 2012
Orelhas ...
Desde já quero declarar o meu Amor pelas Orelhas que por algum motivo desconhecido neste vasto planeta me atraem muito!Durante minha infância adorava beijar a orelha do meu pai e puxar a do meu tio(Risos), na escola era a maior bagunça para escolher o "orelhudo", minha orelha é mais ou menos "normal", mas ultimamente existem orelhas que me chamam extremamente a atenção,Talvez seja por isso que eu gostava do pernalonga além de seu charme e esperteza suas longas orelhas me atraiam bastante.
" Orelhas tão estranhas , através delas é que podemos ouvir a poesia das palavras , vibração de uma canção, o nosso tão sonhado "eu te amo", as velhas mordidinhas que te faz arrepiar, as orelhas são tão sensíveis , tão meigas, basta um leve toque e elas transmitirão uma vibração que irá alastra-se pelo corpo inteiro"...
Obs:"Dedico inteiramente as minhas grandes amigas e especialmente a você Cereja"
Após beber...
A cabeça latejava incessantemente. Será que era o efeito do vinho da noite anterior? Não tinha dúvidas disso. Bebera porque se sentia covarde. Não teve coragem suficiente para encarar a situação de frente. Um homem tão experiente como ele... Sentira vontade de dizer, gritar tudo que estava preso na sua garganta, mas não teve coragem e se refugiou no álcool. Dizem que o álcool liberta a língua para as verdades. Ele não se sentira tão corajoso depois de beber uma garrafa inteira de vinho. Olhou de um lado para o outro do quarto desarrumado. Sinceramente, não se lembrava de muita coisa da noite anterior. Focou num pedaço de papel em cima da mesa-de-cabeceira e leu o seguinte:
“Minha cara,
Fui covarde hoje por não ter olhado em seus olhos. Íamos em direções diferentes, como se fôssemos ao encontro do outro, sei que deveria ter olhado em seus olhos e, pelo menos, ter desejado boa noite, mas não fui capaz. Me sinto um covarde da pior espécie, sim um covarde da pior espécie, mas não tenho como voltar no tempo e fazer as coisas de forma diferente. Tenho como companhia nesta noite uma garrafa de vinho do porto, sei das conseqüências que esse ato me trará, mas precisava fazer algo para esquecer meu crime. Sim eu deveria ter, pelo menos, olhado em seus olhos, mesmo que não trocássemos palavras eu deveria ter vislumbrado sua face. O terror por ter cometido tão grande covardia me consome.”
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Diálogos...
- Você foi covarde. Na verdade você sempre foi covarde. Se escondendo dessa forma.
- Sim, eu sei que fui e sou covarde. O que você queria que eu fizesse? Me colocasse, ali, diante de todos e mostrasse como me sentia? Dizer tudo que estava se passando comigo naquele momento? Pensando bem não foi covardia, foi mais instinto de preservação.
- Mas você poderia, pelo menos ter demonstrado algo. Ter dado pistas.
- Pra que? As pessoas não precisavam saber como eu tava. O que elas precisavam saber é que eu estava lá desempenhando o meu trabalho. Sem distrações.
- Covarde!
- Nunca disse que não sentia medo.
- Quer saber? Eu desisto.
- Finalmente!
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Contos Inacabados...
Quem acompanha o blog já deve ter percebido que eu, Cereja, sou aspirante a contista. Gosto de escrever pequenos contos. Contos Inacabados trata-se de uma pequena série que produzi e não consegui finalizar, tá aí a graça dos textos, podemos dar os mais variados finais a eles. Eles são partes de uma, poderia eu dizer, obra maior que pretendo trabalhar futuramente. A ideia de postá-los aqui surgiu a pouco tempo. Espero que vocês que nos seguem e até os que passam aqui de vez em quando apreciem esses pequenos textos e fiquem, principalmente, à vontade para sugerir possíveis finais...
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