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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nada é normal



O Tempo passa e Tudo fica diferente,parece o que era legal ficou congelado no tempo e não volta mais,aqueles que eram presente em nossas vidas a cada momento vai se afastando Criando Um TEMPO perdido no espaço... TEMPO só quem não congela é Você.



Te quiero así !!!

       

Queria Agradecer...



Por todas as vezes que você esteve lá pra me levantar quando eu caí.
Por todas as vezes que você disse palavras duras sabendo que naquela hora eram elas que eu precisava ouvir.
Por todas as vezes que você ficou em silencio e ouviu todos os meus lamentos.
Por todas as vezes que trocamos palavras mudas, sabendo que dize qualquer palavra não seria necessário.
Por todos os momentos dedicados e tempo perdido comigo.
Por tudo que você fez para que eu crescesse como pessoa.
Queria agradecer por ter se distanciado, sabendo que naquele momento eu precisava apenas de mim.
Por mesmo distante ainda torcer por minhas realizações.
Queria agradecer...
Quero, simplesmente, Agradecer por você existir e fazer parte de minha Vida!

Setembro... Ls Jack

11 de setembro de 2001, eu voltava da escola para a casa de minha avó quando a notícia passava na televisão. No começo eu não dei importancia, mas depois, como sempre, fui juntando as peças. Quando ouvi essa música pela primeira vez não liguei o nome ao fato, mas depois pude perceber do que se tratava. Então essa música é didicada àqueles que perderam pessoas queridas naquele ataque e pessoas que se foram devido a ele...



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sobre os Abraços...


E mesmo que palavras não sejam trocadas e o silencio reine durante o abraço ele sempre pode traduzir o Amor

Cálice - Chico Buarque

Já fazia um tempo que queria postar essa música aqui no blog. Já ouvira falar muito da letra dessa música, graças à minha professora de Estilística. Então um amigo me perguntou se eu me incomodava em posta-la no blog. Assim juntei o útil ao agradável.
Valeu Amêndoas





Cálice
Chico Buarque

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda (Cálice!)
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)